Tuberculose Ganglionar, Doença que está afetando Brasileiros

Um tipo de Tuberculose que não se manifesta nos pulmões, a Tuberculose Ganglionar é uma doença cada vez mais comentada em nossos dias. Trata-se de mais uma das muitas doenças infecciosas que se manifestam sempre que existe algum complicação com o sistema de defesa do corpo.

Porém, apesar de ser perigosa, não podemos confundir com a doença que se manifesta nos pulmões e por isso, para quem tem receios, a boa notícia é que ela não é contagiosa, pelo menos, não na maioria das situações.

Sobre essa doença vamos agora fazer alguns comentários, pois assim ela vai se tornar mais conhecida e cada pessoa poderá se prevenir com mais garantias contra ela.

 

O que é Tuberculose Ganglionar

 

 

Denomina-se Tuberculose Ganglionar um tipo de tuberculose que acontece nos gânglios linfáticos que também são chamados de Linfonodos (pequenos órgãos de defesa que são encontrados em várias partes do corpo).

Essa doença que ocorre em pessoas infectadas pelo vírus HIV ou em outras situações quando o sistema imunológico se encontra deficitário é um tipo de Tuberculose que acontece fora dos pulmões.

Esse tipo de tuberculose é caracterizada pela presença da bactéria denominada Micobacterium Tuberculosis que também é conhecida como Bacilo de Koch. A doença afeta tanto os gânglios do pescoço como o tórax, virilha e axilas sendo possível afetar a região abdominal, embora com menor frequência.

 

Os Gânglios Linfáticos

 

 

Quando se fala em Tuberculose, a ideia que temos é que apenas os pulmões é que são afetados pela doença. Porém isso nem sempre é assim, prova disso é a tuberculose que se manifesta nos gânglios linfáticos.

Na verdade, o bacilo causador dessa doença pode se espalhar pelo corpo todo e se alojar em outros órgãos que não os pulmões. Porém, depois dos pulmões, costumeiramente se multiplicam nos gânglios onde provocam a infecção.

Com isso, sempre que a infecção não acontece nos pulmões, damos o nome de “tuberculose extrapulmonares” e, nesse caso, podem acometer, apenas o tecido que protege os pulmões (pleura) ou ainda os rins, ossos, e até mesmo os olhos.

Com tudo isso, vale lembrar que quando se trata de uma tuberculose que ocorre fora dos pulmões, a ganglionar é a mais comum e acontece principalmente em crianças e adolescentes.

 

Sintomas Apresentados

 

 

Os sintomas que esse tipo de Tuberculose extra-pulmonar pode apresentar, não são específicos.

Febre de baixa intensidade e o emagrecimento pode ser motivado por outros problemas de saúde menos graves e isso, faz com que o paciente mesmo com esses sintomas, não dê muita importância, dispensando uma visita ao médico, o que dá tempo para a doença evoluir.

 

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Outros sintomas que a doença pode apresentar:

  • Ínguas com inchaços na região do pescoço, nuca, virilha e axilas que podem chegar a 10 cm de diâmetro. Essa ínguas não doem mas são facilmente percebidas,
  • Diminuição no apetite,
  • Febre baixa, de até 38º C, que ocorre principalmente no final do dia,
  • Cansaço excessivo,
  • Por vezes, pode haver a ocorrência de suor noturno.

Sempre que houver algum desses sintomas, para evitar maiores complicações, melhor é logo buscar por um médico pneumologista ou então um clínico geral para saber o que está acontecendo de fato e se for o caso, começar logo um tratamento que, nesse caso, precisará ser com antibióticos.

 

Fatores que contribuem para a Tuberculose Ganglionar

 

 

Geralmente quando se fala em tuberculose, a transmissão acontece quando se entra em contato com alguém que está com a doença. Porém, para que o contágio aconteça, é preciso que o sistema de defesa do corpo esteja debilitado.

Por isso, existem algumas condições para que haja o contágio. Entre eles podemos citar:

  • Pessoas imunodeprimidas, como as portadoras do HIV positivo,
  • Pessoas que se encontram em tratamento do câncer,
  • Pessoas que por algum motivo, fazem uso de medicamentos imunossupressores,
  • Alimentação errada, pobre em nutrientes essenciais para o organismo,
  • Falta de cuidados com a higiene,
  • Tabagismo,
  • Alcoolismo.

 

É Transmissível

 

 

Felizmente esse tipo de tuberculose que acontece fora dos pulmões, não é transmissível. Sendo assim, as pessoas infectadas não tem a necessidade de se isolarem e podem conviver com outras pessoas de forma muito natural.

Muito diferente da Tuberculose Pulmonar que é facilmente transmissível, precisando apenas um espirro, com catarro ou secreção onde se encontram as bactérias para contaminar outra pessoa.

É claro que além dessa tuberculose extra-pulmonar o paciente pode ainda estar possuído de uma das formas de Tuberculose Pulmonar e, nesse caso, o contágio é muito provável, por isso, sempre é bom ter algum cuidado.

 

Como se descobre o diagnóstico da doença

 

 

Ao avaliar o paciente, o médico determinará o diagnóstico da doença começando com uma conversa com o paciente. Além disso, é importante fazer uma análise do tecido do gânglio acometido pela infecção.

Nesse caso, para se fazer a análise o médico fará uso de um punção com uma agulha fina que será espetada na região afetada para a retirada de parte do tecido para posterior análise em laboratório.

Esse tecido passará por alguns exames, tais como:

  • Pesquisa de material genético (PCR) para se confirmar a presença do bacilo da tuberculose,
  • Análise e pequisa de cultura – o bacilo é cultivado para se saber da sua sensibilidade aos medicamentos.

Com os devidos exames concluídos e analisados, será mais fácil administrar o melhor tratamento em busca da cura do problema com segurança.

 

Primeiro Tratamento

 

 

O tratamento para combater a doença tem uma duração mínima de 180 dias e para casos mais graves, esse tratamento poderá se estender por até 1 ano.

Para tratar esse tipo de Tuberculose que ataca os Gânglios, geralmente é utilizado a combinação de 4 tipos de antibióticos administrados por via oral, são eles:

  • Rifampicina,
  • Isoniazida,
  • Pirazinamida,
  • Etambutol.

Indivíduos que nunca fizeram um tratamento contra Tuberculose ou então que tenham tomado medicamento por menos de 30 dias podem fazer o tratamento com antibióticos da seguinte forma:

  • Primeira fase – período de 60 dias usando a combinação de Rifampicina com Isoniazida e o Pirazinamida.
  • Segunda fase – período de mais 120 dias usando a combinação do Rifampicina e Isoniazida.

Se acaso não haver evolução, a segunda fase desse tratamento pode ser prorrogada para mais 3 meses de tratamento. Geralmente quando o tratamento é feito de forma consciente sem abandono, a cura da doença é quase 100% garantida ainda nesse período do tratamento.

Como usar esses medicamentos – por se tratar de uma combinação de antibióticos, mais do que nunca a dosagem para esses medicamentos devem ser recomendada pelo médico.

Geralmente o médico vai aconselhar a ingestão desses medicamentos sempre no horário da manhã ainda com o paciente em jejum.

Efeitos adversos desse medicamentos – em geral, não existem efeitos adversos mais severos pelo uso desses medicamentos.  Desde que devidamente recomendados nos tratamentos e com os cuidados necessários também por parte do paciente.

É claro que é preciso levar em conta a idade do paciente e a sua disposição para suportar os efeitos dos medicamentos. E por se tratar de antibióticos, também os horários de administração e o tempo do tratamento precisam ser observados com rigor.

 

Segundo Tratamento

 

 

Depois de um primeiro tratamento, quando ocorre uma recorrência da doença ou então, quando o paciente abandonou o tratamento, um segundo tratamento é indicado. Agora com a combinação de 4 tipos de antibióticos.

  • Primeira fase – período de 60 dias – nesse caso o tratamento é feito com a combinação de Isoniazida com Rifampicina com Etambutol e também o Pirazinamida.
  • Segunda fase – período de mais 120 dias – agora o tratamento será feito com a combinação de Isoniazida com Rifampicina e com o Etambutol.

 

Terceiro Tratamento

 

Se mais uma vez o tratamento com duração de 180 dias não alcançou os resultados esperados, a solução é partir para um terceiro tratamento agora com um prazo prolongado para 12 meses.  Dessa vez com duas fases novamente, o tratamento será feito da seguinte forma:

  • Primeira fase – período de 90 dias – nesse período o tratamento deverá ser feito com a combinação de Etionamida com Estreptomicina com Pirazinamida e mais o Etambutol.
  • Segunda fase – período de 270 dias (9 meses) – nesse período o tratamento é feito com a combinação de Etionamida com o Etambutol.

Infelizmente para esse terceiro tratamento a garantia de sucesso na cura da Tuberculose Ganglionar apresenta uma percentagem de 55% a 65% apenas.

A essa altura, além dos medicamentos não serem mais tão eficazes, e ainda assim, precisar ter que conviver com os efeitos colaterais e mais a necessidade de usar injeções de Estreptomicina por um período de 90 dias para complementar o tratamento, faz com que muitos dos pacientes desistam da continuidade do mesmo.

Menos mal é que o governo pode liberar todos esses medicamentos pelo SUS, evitando que o paciente precise gastar com eles.

 

Tuberculose Ganglionar tem cura?

 

 

Tuberculose Ganglionar é uma doença complicada, mas certamente que se o tratamento é seguido com todo o cuidado existem muitas chances de cura. Para que o sucesso seja, de fato, alcançado, o paciente precisa seguir o tratamento até o final e torcer para que o bacilo não se torne resistente ao medicamento.

Ademais, o tratamento precisa iniciar tão logo detectado o problema, pois do contrário a doença poderá evoluir provocando um hiper crescimento do gânglio afetado com risco de se romper.

Como se não bastasse isso, existe a possibilidade de o paciente ser um imunossuprimido e, nessa condição, qualquer descuido com a tuberculose poderá ser fatal.

 

É importante não abandonar o tratamento

 

 

Infelizmente, é muito comum que muitos pacientes abandonam o tratamento assim que os sintomas da tuberculose ganglionar começam a desaparecer. Em outras situações, são motivados pelos constrangimentos enfrentados com os efeitos colaterais.

Porém, sabe-se que esse é um grave erro por parte dos pacientes e os médicos precisam deixá-los conscientes da necessidade de eles completarem o tratamento.

Quando esse tipo de tratamento é abandonado no meio do caminho, as chances de uma reincidência desse problema são muito maiores. Como se não bastasse, quando existe a reincidência, os agentes agressores causadores da doença se tornam mais resistentes, o que dificultará ainda mais a cura.

 

Como prevenir a Tuberculose Ganglionar

 

 

Para prevenir a tuberculose seja a ganglionar ou  a pulmonar, é importante estar imunizado e isso, acontece ainda quando criança, através da vacina BCG.

Porém, crianças soropositivas ou recém-nascidas que apresentam sintomas de AIDS, não devem ser vacinadas.

Também é importante evitar locais onde um grande número de pessoas se aglomeram, especialmente em ambientes pouco ventilados ou pior ainda, que se encontram fechados.

Apesar de menos perigoso, também é necessário evitar manusear objetos utilizados por pessoas com suspeita de estarem contagiados.

Vale lembrar também que, por se tratar de uma doença infecciosa, é importante seguir um estilo de vida que promova o fortalecimento do sistema imunológico. Sabendo disso, alimentos ricos em nutrientes, especialmente as vitaminas, não devem faltar no cardápio da família.

Ninguém pode prever quando entrará em contato com uma pessoa com tuberculose. Mas se mantivermos o sistema de defesa do corpo fortalecido, não temos por que temer.

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