Refluxo no bebê entenda o que é e o que Fazer

Todo ser humano ao nascer, é muito frágil e exige cuidados bem especiais por parte dos pais e responsáveis. O organismo ainda não está preparado para enfrentar situações fora do ventre materno e esse preparo acontece aos poucos.

Entre as muitas preocupações dos pais está o refluxo no bebê, considerado normal quando acontece logo após a mamada, mas que também pode ser motivo para uma real preocupação se for vir acompanhada de alguns sintomas.

O que é Refluxo

Refluxo fisiológico é uma condição nos bebês que podem ser considerada normal e em geral, costuma desaparecer até o terceiro mês de vida ou quando muito antes da criança completar 12 meses de vida. Em geral, ele acontece devido a falta de maturidade do esfincter o que é natural no ser humano ao nascer.

Porém, quando vem acompanhado de alguns sintomas mais agravantes, é preciso buscar por aconselhamento médico, pois pode um problema mais sério que precisa ser tratado que podemos denominar de refluxo gastroesofágico.

Causas

Em geral, o refluxo acontece devido a imaturidade do anel muscular (Esfincter) entre o esôfago e o estômago e por isso, não fecha corretamente permitindo que o conteúdo do estômago volte para o esôfago.

Também pode ser causado pelo fato de as crianças ficarem muito tempo deitadas e, nesse caso, é mais comum quando alimentadas com muito líquido.

Em situações mais complicadas podem alertar para problemas mais preocupantes, tais como:

  • Intolerância a alguns alimentos,
  • Quadro de Esofagite Eosinofílica quando um tipo de glóbulos brancos acumula-se e fere o revestimento do esôfago,
  • Estenose Pilórica quando a válvula entre o estômago e o intestino delgado é estreitada impedindo o esvaziamento para o intestino delgado.
  • Bebês que nascem prematuros também tem riscos de sofrerem com o refluxo.

Sintomas Apresentados

Refluxos no bebê na forma de golfadas depois da mamada pode ser considerado normal e toda criança vai apresentar o sintoma naturalmente. Porém quando é preciso ficar atento se esse refluxo é mais persistente e acontece a qualquer momento e ainda vem seguido de outros sintomas.

Fique atento para outros sintomas que possam acontecer na criança, tais como:

  • Vômitos constantes,
  • Sono agitado,
  • Dificuldades para mamar,
  • Rouquidão, pode ser a laringe inflamada devido à acidez estomacal,
  • Dificuldades para ganhar peso,
  • Inflamações frequentes nos ouvidos,
  • Choro excessivo e irritação.

Se esses sintomas se apresentarem com alguma frequência, é importante buscar por ajuda de um pediatra ou um gastroenterologista para saber o que está acontecendo e saber como proceder.

Regurgitar normal e o Refluxo

Explicando em poucas palavras, a Regurgitação é uma consequência do refluxo. 

Sempre que o esfincter abre fora de hora e deixa passar o conteúdo do estômago para o esôfago, ocorre o refluxo, uma situação que não podemos considerar normal.

Quando esse conteúdo expelido pelo estômago alcança a faringe ou mesmo  a boca, dizemos que se trata de uma regurgitação.

O que é preciso entender que existe diferença entre um refluxo fisiológico na criança o que perfeitamente normal e o refluxo gastroesofágico que é a situação para preocupação, pois vem acompanhada de sintomas como os já citados acima.

O que dizer ao médico

Naturalmente que ao visitar o médico pediatra, os pais ou responsáveis pelo bebê deverão expor os sintomas que a criança está apresentando, tomando o cuidado para não esquecer detalhes e nem acrescentar, pois toda informação correta é importante para um primeiro diagnóstico.

Dentro do que for possível, a mãe pode preparar um relatório sobre a frequência dos refluxos e como eles podem ser descritos. Pode informar sobre as reações da criança quanto ao problema e o desconforto que aparenta apresentar.

Com um maior número de informações corretas, o diagnóstico do refluxo pode ser apenas clínico, sem a necessidade de outros exames.

Tratamentos Recomendados

Uma primeira solução para os refluxos no bebê pode ser buscada em casa como por exemplo, procurar manter a criança em pé por pelo menos 20 minutos após a mamada enquanto ela dá os arrotos costumeiros.

Outra medida que pode ser tomada é procurar elevar um pouco a cabeceira do berço para que a criança fique com a cabeça mais alta do que o resto do corpo.

O que muitas mães não sabem é que por vezes, o bebê mama demais em uma só ocasião, o que também pode favorecer a regurgitação e até mesmo os vômitos. Por isso, as mães podem diminuir o tempo das mamadas e aumentar o número delas durante o dia.

Quando o problema é de fato complicado, a causa pode ser a alergia a alguns alimentos como, por exemplo, as proteínas do leite de vaca que podem passar para o leite materno, ou quem sabe a alguma fórmula do leite mais específico que é oferecida para a criança.

Isso é motivo suficiente para que se busque descobrir o que está acontecendo visitando um médico especialista.

Com a visita ao médico e o diagnóstico seguro do que está acontecendo, se o médico achar conveniente poderá recomendar alguns medicamentos antirrefluxo ou algum produto para engrossar o leite.

Infelizmente existe o risco do açúcar nos produtos para engrossar o  leite encontrados no mercado. Por isso, é preciso ficar atento à fórmula dos produtos buscados.

sobre os antiácidos, o médico só irá recomendar o uso de medicamentos de farmácia somente se essas complicações estejam causando danos ao bebê, do contrário, melhor é deixar que aconteçam, pois em algum momento eles deixarão de existir.

Opções como a Farinha de Aveia, Maisena ou então as fórmulas de leite mais específicas como o leite Nam, Aptamil entre outros, podem ser usados com maior segurança e com muitos benefícios.