Fases do Trabalho de Parto, O processo de Nascimento do Bebê

É importante para toda mulher que pretende ser mãe, estar a par das Fases do Trabalho de Parto, e também do que esperar em cada uma delas. Essas fases que podem variar no quesito duração, de mulher para mulher, e também podem ser diferentes de um parto para o outro.

Quem já passou por essa experiência do parto tem maior facilidade de reconhecer os sinais e saberá como agir em cada momento. No entanto, apesar de o trabalho de parto ter suas fases sempre muito específicas, podem acontecer variações e surpresas, e o médico é que dirá o que fazer.

Os sinais de que a mulher está entrando em trabalho de parto, geralmente são espontâneos e começam com as contrações, a expulsão do tampão mucoso ou rolhão que é um líquido gelatinoso de cor rosada ou acastanhado e ai seguem os outros sinais.

Primeira fase –  A dilatação

Então vamos detalhar aqui os sinais de cada fase para que você mãe fique bem informada e mais tranquila para enfrentar essa fase, caso sua decisão seja por parto normal. Ou, caso entre em trabalho de parto de surpresa.

Como já dissemos o trabalho de parto divide-se em  fases, e aqui vamos conferir essa 1ª fase:

Pródromos

Não dá para afirmar de que os pródromos fazem parte do trabalho de parto, mas dá para garantir de que os ‘pródromos’ são o ensaio do corpo para esse momento tão especial entre mãe e bebê.

Esses se caracterizam por contrações um pouco mais intensas do que aquelas contrações sentidas antes, a partir da 20ª semana, que são as conhecidas como contrações de Braxton Hicks que são indolores e com pouca frequência.

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Já os pródromos são contrações mais intensas e muitas vezes acompanhadas de dor causando desconforto, mas não são ritmadas, não trazem durabilidade e muitas vezes não tem força o suficiente, para realizar a dilatação do colo uterino.

Essas podem durar alguns minutos ou até horas e passar com um bom banho quente, e pronto. É por isso que muitas vezes acontece o ‘alarme falso’onde a mulher vai para o hospital achando que chegou a hora, e acaba voltando para casa sem ganhar o bebê.

Mas, nem toda mulher tem a fase do pródromo, pois algumas entram direto no trabalho de parto que pode ser demorado ou rápido, depende de mulher para mulher.

Fase Latente

Aqui é um tipo de aviso do corpo de que algo está para acontecer, e nessa fase as contrações podem ser um pouco mais ritmadas, mas ainda são irregulares,  são mais espaçadas e lentas, podendo acontecer uma contração a cada 15 ou 10 minutos com duração de até 50 segundos mais ou menos.

Mas, a tendência é que elas vão ficando mais frequentes e intensas. E aqui também acontece a ruptura da bolsa.

Essa é uma fase em que a mulher ainda consegue estar consciente, consegue conversar, e até rir e se alimentar. É importante que nessa fase ela mantenha-se relaxada e calma e descanse bastante, se alimente e mantenha-se bem hidratada.

É importante também sentir-se segura e ficar perto de alguém que ama para facilitar a produção da ocitocina, o hormônio que induz o parto.

O que a gestante deve fazer

Vá para a maternidade para ficar junto da equipe dos profissionais da saúde.

Para aliviar as dores das contrações, a gestante pode respirar profundamente e lentamente a cada contração.

É importante também caminhar, subir escadas, pois isso ajudará o bebê a se encaixar mais facilmente.

Se preferir ficar deitada, deite-se do lado esquerdo para favorecer a oxigenação do bebê e também dar mais alívio a dor.

Segunda Fase – O nascimento

Fase ativa

As contrações aumentam em intensidade e duração, e começam a aparecer mais seguidas, com menor intervalo de tempo.

Ai a mulher já começa a ficar mais quieta não querendo mais conversa e seu raciocínio fica mais lento. O bebê precisa ser constantemente monitorado através do Cardiotocografia para controlar a frequência cardíaca e garantir de que tudo esteja bem.

As contrações chegam ao intervalo de 5 em 5 minutos e com duração de 1 a 2 minutos, e aqui é necessário o acompanhamento técnico de uma enfermeira, obstetra ou obstetriz e aferir o PA, temperatura e ausculta fetal.

É bem provável que nessa fase a dilatação já tenha chegado de 4 a 7. A mulher precisa manter-se hidratada, e também manter uma alimentação que lhe reponha a energia perdida como açaí, por exemplo, entre outros.

Nessa fase a mulher fica ainda mais sensível sentindo medo, ansiedade e isolamento. E esta é a fase mais longa do trabalho de parto. Mas é importante que a mulher mantenha-se focada, calma e aplique técnicas de relaxamento e exercite a respiração.

Sugestões como a de dançar, rebolar e uso da bola suíça podem ajudar a aliviar as contrações e para que o bebê desça mais rápido.

Nessa fase a cabeça do bebê vai se moldar, colocando-se placa ligeiramente sobre placa, ao ponto de poder se encaixar e passar pelo canal e o útero vai se dilatar.

As contrações são cada vez mais intensas e a pressão arterial, temperatura e pulso da mãe são constantemente monitorados também.

Fase de transição

Aqui a mulher passa para a fase de expulsão do bebê, e nessa fase a mulher não quer saber de nada, fica de olhos fechados e em silêncio e as contrações continuam apertando e ficam entre 5 a 2 minutos de intervalo e 1 a 2 minutos de duração.

Aqui a mulher deve se manter na vertical para facilitar o encaixe do bebê e banhos quentes podem aliviar, além de que a hidratação deve ser constante.

Fase de expulsão

Agora as contrações doloridas se transformam numa vontade incrível de fazer força, pois a dilatação já está no seu limite máximo de 10 centímetros, e agora inicia-se o processo de descida do bebê pelo canal vaginal.

É interessante notar que aqui a força involuntária se junta ao esforço da mãe e também do bebê, sendo 3 forças unidas em fazer a expulsão do bebê.

Essa vontade involuntária de forcejar pode aparecer de minuto em minuto e ter a duração de 1 a 2 minutos. Essa fase termina com o nascimento de bebê tão esperado. Um sacrifício que compensa acima de qualquer coisa.

Obs.: Para facilitar o nascimento, na maioria dos casos é necessário que seja feito um pequeno corte no períneo, esse espaço entre a vagina e o ânus. Isso  para favorecer a saída do bebê.

Outro ponto importante é que assim que o bebê nasce deve ser submetido ao ‘teste de Apgar’.

O que a gestante deve fazer nessa fase

A primeira coisa é buscar a ajuda de uma equipe profissional da saúde que lhe dará todas as dicas que devem ser seguidas, sabendo que a essa altura já deve ter sido feito.

Em cada contração a gestante deve respirar profundamente, enchendo os pulmões de ar, e segurar o ar enquanto faz a força.

Entre as contrações é importante que relaxe e busque recuperar as forças para a próxima contração.

Importante: Nesse estágio a cada contração o útero empurra o bebê pelo canal vaginal, e é possível sentir a cabeça do bebê entre as pernas, e quando você fizer força ele descerá mais um pouquinho, mas recuará a medida que a contração passa.

Esse processo é lento e  se concretizará quando o médico anunciar que o bebê está ‘coroando’ e você sentir um ardor quente.

É bem provável que a essa altura o médico diga para você parar de fazer força para evitar dilacerações no períneo, essa região onde geralmente é feito o cortezinho entre o ânus e a vagina.

Caso tome anestesia peridural, deverá pedir ao médico para que lhe indique o momento de fazer a força novamente, uma vez que a anestesia lhe tira a noção do corpo.

Obs.: Mães que já tiveram outro filho, essa fase pode acontecer em mais ou menos 10 minutinhos, mas se for mãe de primeira viagem, poderá levar até horas.

Terceira fase, a placenta sai – Dequitação

Nesta terceira fase temos a expulsão da placenta também dita como dequitação da placenta, e acontece logo após o nascimento do bebê e se concretiza com a saída da placenta e das membranas fetais.

O útero continua com suas contrações, e ajuda na separação da placenta e o processo de ‘hemóstase’ que e a coagulação do sangue que impede hemorragias.

É importante que tudo seja checado minuciosamente para garantir de que nada de resquícios de placenta, cordão umbilical ou membranas ficará no útero, evitando assim hemorragias, infecções e outras complicações que podem acontecer.

A saída da placenta leva em média de 5 a 15 minutos, mas existem casos em que pode demorar bem mais.

O que deve ser feito nessa fase

É importante que uma massagem deva ser feita na barriga da mulher para ajudar a placenta a se desprender do útero e evitar que saia tudo.

Nessa fase também é realizada a sutura do provável corte que foi feito no períneo, se o parto foi normal.

Nessa fase a mãe não se importará com nada a não ser seu bebê, e com a natureza maravilhosa que Deus nos deu, somente o fato de pegar o bebê e oferecer-lhe o seio já fará com que os hormônios sejam estimulados e a placenta se desprenda mais facilmente.

Quarta fase – Puerpério imediato

Podemos dizer que existe a quarta fase, só que esta é após o parto quando a mãe entra em estado de total relaxamento e está pronta para aconchegar e amar seu bebê tão esperado.

Nessa fase é muito importante o contato pele com pele entre mãe e bebê e isso deve ser mantido, pois traz segurança e acolhimento a esse serzinho que sai do conforto do útero materno para um mundo totalmente diferente e desconhecido, onde se sente muito inseguro.

A mãe vai ainda se sentir trêmula, pois foi muita adrenalina, e os ajustes ao seu corpo começam imediatamente. algumas mulheres podem até sentir enjôos e chegar a vomitar.

Pode acontecer com algumas mulheres de terem dificuldades em prestar atenção ao bebê logo após o parto, justamente por ter passado por momentos exaustivos.

Enfim, tudo pronto, e agora é passar das Fases do Trabalho de Parto para os cuidados e todo o amor que você deverá dispensar ao mais novo componente da sua família. Foi exaustivo e doloroso, mas compensou!!!!

 

 

 

 

 

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